A Importância da Diáspora Africana na NOVA DESCOLONIZAÇÃO DE ÁFRICA.

Um grande amigo meu, angolano, muito forte na mídia de angola, quando recebeu a informação de que não havia sequer um embaixador negro brasileiro em África, disse: “Isso é grave.” Eu respondi: “GRAVÍSSIMO.” Além desta verdadeira pérola do racismo brasileiro, o livro a Importância da Diáspora Africana na NOVA DESCOLONIZAÇÃO DE ÁFRICA é basicamente uma continuação do Volume “Cultura Africana, O RETORNO (O bolo de volta)”. Nele o autor coloca importantes reflexões de como a Diáspora Africana, presente em todo o mundo, pode e deve contribuir e muito para o desenvolvimento de todo o continente africano. A REPARAÇÃO pelos malefícios causados ao continente africano que ainda hoje, no início da terceira década do século XXI, apresentam os efeitos da ESCRAVIDÃO E COLONIZAÇÃO em forma de fome, pobreza, doenças e outros males, precisa ser encarada como uma missão também da DIÁSPORA AFRICANA. Importantes ações devem fazer parte da NOVA DESCOLONIZAÇÃO DE ÁFRICA que começa pela DESCOLONIZAÇÃO DA MENTE. 

MÚSICA A DE Ó

Estamos chegando do fundo da terra, estamos chegando do ventre da noite, da carne do açoite nós somos, viemos lembrar. Estamos chegando da morte dos mares, estamos chegando dos turvos porões, herdeiros do banzo nós somos, viemos chorar. Estamos chegando dos pretos rosários, estamos chegando dos nossos terreiros, dos santos malditos nós somos, viemos rezar. Estamos chegando do chão da oficina, estamos chegando do som e das formas, da arte negada que somos, viemos criar. Estamos chegando do fundo do medo, estamos chegando das surdas correntes, um longo lamento nós somos, viemos louvar. A De Ó Estamos chegando dos ricos fogões, estamos chegando dos pobres bordéis, da carne vendida nós somos, viemos amar. Estamos chegando das velhas senzalas, estamos chegando das novas favelas, das margens do mundo nós somos, viemos dançar. Estamos chegando dos trens dos subúrbios, estamos chegando nos loucos pingentes, com a vida entre os dentes chegamos, viemos cantar. Estamos chegando dos grandes estádios, estamos chegando da escola de samba, sambando a revolta chegamos, viemos gingar. A De Ó Estamos chegando do ventre de Minas, estamos chegando dos tristes mocambos, dos gritos calados nós somos, viemos cobrar. Estamos chegando da cruz dos engenhos, estamos sangrando a cruz do batismo, marcados a ferro nós fomos, viemos gritar. Estamos chegando do alto dos morros, estamos chegando da lei da baixada, das covas sem nome chegamos, viemos clamar. Estamos chegando do chão dos quilombos, estamos chegando no som dos tambores, dos Novos Palmares nós somos, viemos lutar.

A De Ó
Compositor: Milton Nascimento, Pedro Casaldáliga (Missa dos Quilombos)

A diáspora africana à partir do Brasil. "A HISTÓRIA SOCIAL DO SAMBA PAULISTA"

TADEU KAÇULA NO IDENTIDADE BRASILIS DO SESC

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