O Quinto Livro da Colecção África de Celso Salles, VEM AÍ!

Já está em produção. Segundo o autor Celso Salles, o livro que terá o título de UM EXÉRCITO DE PALAVRAS E PENSAMENTOS, pode muito bem ser resumido nas lindas palavras do famoso escritor angolano ORLANDO VICTOR MUHONGO, responsável pelo PREFÁCIO de mais esta obra da Coleção África de Celso Salles, a ser composta por 12 livros em 5 idiomas: Português, Inglês, Francês, Alemão e Espanhol. Quem viver, lerá. Saiba mais: http://bit.ly/editoraeducasatworld

 



Neste Livro: PEP - Partido de Expressão Popular apresentado em África.

Quem Somos!
Somos africanas e africanos da diáspora que entendemos coletivamente a urgência de nos organizarmos politicamente, sobre uma bandeira que de fato entenda que não queremos “igualdade” hoje queremos “emancipação” e só estamos aqui hoje buscando pela “liberdade” porque a mais de 130 anos somos iludidos, temos migalhas de um poder ao qual não fazemos parte. E se não fazemos parte, então a democracia não existe até hoje. Queremos uma nação forte, justa e igualitária isso só será possível com a participação efetiva de negras/pretas (os), indígenas, quilombolas, povos tradicionais e originários, periferias e povos ribeirinhos.

Objetivo
Uma nação forte, uma nação poderosa que de fato tenha de nós africanas e africanos da diáspora contribuições pertinentes de políticas públicas em todos as esferas de poder.

Autonomia
Esta construção política partidária trata-se não apenas de um partido político, mas entendemos ser também uma ferramenta de emancipação, para que seja uma ferramenta legitima e eficiente não temos nenhum vínculo com forças econômicas, políticas ou ideológicas. Buscamos como base fundamental a autonomia desta construção. Desta maneira criamos a PEP Loja Afro uma forma de gerarmos renda mínima para esta construção, mas ao mesmo tempo de fortalecer a economia dos nossos empreendedores negros/pretos, em especial as mulheres pretas/negras que sempre foram legitimas empreendedoras.



MÚSICA A DE Ó

Estamos chegando do fundo da terra, estamos chegando do ventre da noite, da carne do açoite nós somos, viemos lembrar. Estamos chegando da morte dos mares, estamos chegando dos turvos porões, herdeiros do banzo nós somos, viemos chorar. Estamos chegando dos pretos rosários, estamos chegando dos nossos terreiros, dos santos malditos nós somos, viemos rezar. Estamos chegando do chão da oficina, estamos chegando do som e das formas, da arte negada que somos, viemos criar. Estamos chegando do fundo do medo, estamos chegando das surdas correntes, um longo lamento nós somos, viemos louvar. A De Ó Estamos chegando dos ricos fogões, estamos chegando dos pobres bordéis, da carne vendida nós somos, viemos amar. Estamos chegando das velhas senzalas, estamos chegando das novas favelas, das margens do mundo nós somos, viemos dançar. Estamos chegando dos trens dos subúrbios, estamos chegando nos loucos pingentes, com a vida entre os dentes chegamos, viemos cantar. Estamos chegando dos grandes estádios, estamos chegando da escola de samba, sambando a revolta chegamos, viemos gingar. A De Ó Estamos chegando do ventre de Minas, estamos chegando dos tristes mocambos, dos gritos calados nós somos, viemos cobrar. Estamos chegando da cruz dos engenhos, estamos sangrando a cruz do batismo, marcados a ferro nós fomos, viemos gritar. Estamos chegando do alto dos morros, estamos chegando da lei da baixada, das covas sem nome chegamos, viemos clamar. Estamos chegando do chão dos quilombos, estamos chegando no som dos tambores, dos Novos Palmares nós somos, viemos lutar.

A De Ó
Compositor: Milton Nascimento, Pedro Casaldáliga (Missa dos Quilombos)

A diáspora africana à partir do Brasil. "A HISTÓRIA SOCIAL DO SAMBA PAULISTA"

TADEU KAÇULA NO IDENTIDADE BRASILIS DO SESC

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